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O CMO B2B virou maioria (59,6%). E 57% deles estão em empresas de até 50 pessoas

Retrato do CMO B2B brasileiro: maioria em empresas de até 50 pessoas

O CMO de empresa B2B já é maioria no Brasil, e a maior parte trabalha em empresa pequena. O Raio-X do CMO Brasileiro mapeou 17.633 líderes: 59,6% são de B2B, e 57% desses atuam em empresas de até 50 pessoas. Na nossa leitura, esse CMO decide com pouco time e muita cobrança.

Quem o Raio-X mapeou

O estudo é da Driva, em parceria com a B2B Insiders, e foi divulgado em maio de 2026. Ele mapeou 17.633 diretores e CMOs ativos no Brasil, a partir de 52,9 milhões de perfis e 88,1 milhões de experiências profissionais, em 2,54 milhões de empresas.

Dos 17.633, 10.518 são do marketing B2B (59,6%) e 4.027 do B2C (22,8%). O B2B lidera, e por boa margem.

Uma década de crescimento

Segundo o estudo, a liderança de marketing B2B cresceu 6,6 vezes na última década. O ritmo de entrada de novos CMOs B2B também subiu: eram 240 em 2015, 1.591 em 2024 e 1.860 em 2025.

Entrada de novos CMOs B2B por ano: 240 em 2015, 1.591 em 2024 e 1.860 em 2025. Fonte: Driva + B2B Insiders, 2026.

Empresa pequena, cargo de curta duração

57% dos CMOs B2B estão em empresas de até 50 funcionários. A permanência média no cargo de CMO é de 3,4 anos. Quem lidera marketing numa empresa desse tamanho costuma ter equipe curta e prazo curto para mostrar resultado. Essa conclusão é nossa, e não do estudo.

De onde ele vem

55,9% dos CMOs B2B passaram por agências de publicidade. No B2C, o número é 19,2%. Na nossa leitura, isso ajuda a explicar a força do B2B em campanha, criatividade e relacionamento com fornecedores. O estudo não afirma essa relação.

O que quase não existe

Os cargos de liderança em growth marketing (128), performance marketing (78) e product marketing (33) somam menos de 5% da liderança de marketing. São as funções mais ligadas a dado, funil e produto, justamente as que o CMO de uma empresa pequena precisa e raramente pode contratar.

Como estruturar sem time grande

A saída que defendemos é tratar parte dessas funções como sistema, e não como vaga. Quatro frentes:

  1. Unificar os dados de mídia, CRM e vendas em um só lugar, para que o CMO enxergue o funil inteiro.
  2. Automatizar a leitura de performance, que consome horas toda semana.
  3. Reservar o tempo de gente para o que depende de gente: posicionamento, mensagem, relação com vendas.
  4. Contratar por projeto as funções raras, antes de abrir uma vaga fixa.

Detalhamos essas funções em growth, performance e product marketing sem contratar um time e o modelo em inteligência de marketing para times pequenos. Se o seu time é do tamanho que o estudo descreve, fale com a gente na página de inteligência de marketing.

Perguntas frequentes

Se o CMO B2B já é maioria, por que quase não existe liderança em growth, performance e product marketing?

Porque a maioria desses CMOs trabalha em empresa de até 50 pessoas (57%), onde uma vaga fixa para cada função não cabe. Os três cargos somam menos de 5% da liderança de marketing, mas o estudo mede títulos, e não quem faz o trabalho. Na nossa leitura, as funções existem, só que espalhadas entre o CMO e quem estiver disponível. O estudo não explica o motivo.

Um CMO que fica em média 3,4 anos no cargo consegue montar uma operação de dados?

Se a operação depender da pessoa, ela sai junto com ela. Por isso defendemos que base de dados, painel e rotina de leitura fiquem na empresa, e não na cabeça de um profissional. É o desenho que seguimos na inteligência de marketing da NorthStar: construímos e operamos a base com o seu time, para que a próxima gestão herde o sistema.

Contratar growth e performance por projeto não é só terceirizar o problema?

Pode ser, se não houver dado unificado e alguém dentro da empresa dono do resultado. Projeto sem medição vira relatório. O caminho que recomendamos começa por juntar mídia, CRM e vendas em um só lugar, definir quem responde pelo número e só então contratar as funções raras por projeto, medindo o efeito de cada um.

Dá para confiar nos números do Raio-X?

Como retrato de tendência, sim, com três cuidados. O estudo mapeia perfis profissionais e cargos declarados, e não o que cada pessoa realmente faz. O “6,6x” do título compara 2024 com 2015 (de 240 para 1.591 novos CMOs B2B), e não a década inteira. E a soma dos três cargos raros, 239 pessoas, é pequena em qualquer comparação. Vale usar o estudo para fazer perguntas melhores, e não como régua do seu mercado.

O que um CMO de empresa pequena deve checar primeiro?

Escolha uma pergunta de receita, como “qual canal traz o cliente que fica?”, e veja quanto tempo leva para respondê-la com os dados de hoje. Se leva dias, o problema é a base, e não a falta de gente. É esse o ponto de partida de um diagnóstico de inteligência de marketing para times pequenos.

Fontes

  • Mundo do Marketing. Marketing B2B cresce 6,6x no Brasil e já concentra 59,6% dos CMOs, 20/05/2026, sobre o Raio-X do CMO Brasileiro (Driva + B2B Insiders). mundodomarketing.com.br
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